Prudente
José de Moraes Barros (1841-1902)
Jorge
Tibiriçá Piratininga (1855-1928)
Américo
Braziliense de Almeida Mello (1833-1896)
José
Alves de Cerqueira Cezar (1835-1911)
Bernardino
José de Campos Júnior (1841-1915)
Manuel
Ferraz de Campos Salles (1841-1913)
Fernando
Prestes de Albuquerque (1855-1937)
Francisco
de Paula Rodrigues Alves (1848-1919)
Manoel
Joaquim de Albuquerque Lins (1852-1926)
Altino
Arantes Marques (1876-1965)
Washington
Luís Pereira de Sousa (1869-1957)
Carlos
de Campos (1866-1927)
Júlio
Prestes de Albuquerque (1882-1946)
Pedro
Manuel de Toledo (1860-1935)
Armando
de Salles Oliveira (1887-1945)
José
Joaquim Cardoso de Mello Neto (1883-1965)
Adhemar
Pereira de Barros (1901-1969)
Lucas
Nogueira Garcez (1913-1982)
Jânio
Da Silva Quadros (1917-1992)
Carlos
Alberto Alves de Carvalho Pinto (1910-1987)
Laudo
Natel (1920)
Roberto
Costa de Abreu Sodré (1918-1999)
Paulo
Egydio Martins (1928)
Paulo
Salim Maluf (1931)
José
Maria Marin (1932)
André
Franco Montoro (1916 – 1999)
Orestes
Quércia (1938)
Luiz
Antônio Fleury Filho (1949)
Mario
Covas Júnior (1930 - 2001)
Geraldo
José Rodrigues Alckmin Filho (1952)
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PRUDENTE JOSÉ DE MORAES BARROS (1841-1902)
PRIMEIRO GOVERNADOR
Período de governo: 12/1889
- 10/1890
Paulista, nascido em Itu-SP,
formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco, em 1863,
destacando-se como abolicionista e republicano. Com a proclamação
da República, ao lado de Francisco Rangel Pestana e de Joaquim de
Sousa Mursa, formou a Junta Governativa de São Paulo (16/11 a 12/12/1889).
Em seguida, foi nomeado primeiro governador. Seu mandato cobriu
o período de 14/12/1889 a 18/10/1890. Na administração de São Paulo
criou a Superintendência de Obras Públicas, órgão que coordenou
uma série de melhoramentos urbanos, tanto na Capital quanto em outras
cidades do est ado. Sucedeu Floriano Peixoto na Presidência da República,
tendo sido o primeiro presidente eleito por voto popular (1894-1898).
Enfrentou a Revolução Federalista e reprimiu a Rebelião de Canudos.
Faleceu em Piracicaba, em 1902
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JORGE TIBIRIÇÁ PIRATININGA (1855-1928)
SEGUNDO GOVERNADOR E SÉTIMO PRESIDENTE
Períodos de governo: 10/1890
- 03/1891; 1904-1908
Nascido em Paris, França, realizou
seus estudos na Alemanha e na Suíça, formando-se em agrotécnica
e em filosofia. Foi presidente do Partido Republicano Paulista-PRP.
Nomeado segundo governador de São Paulo (18/10/1890- 07/03/1891),
foi eleito como o sétimo presidente do Estado, governando novamente
entre 1904 e 1908. Destacou-se como reformador da Força Pública,
trazendo da França uma missão militar da Gendarmerie, para instruí-la
de acordo com o modelo da corporação de Paris. Em 1906 promoveu
o Convênio de Taubaté, quando se juntavam esforços para a defesa
do preço internacional do café. Em seu governo a Estrada de Ferro
Sorocabana foi adquirida da União e arrendada para um grupo norte-americano.
Depois de seu mandato prosseguiu na carreira pública. Foi Secretário
de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas no governo de
Bernardino de Campos.Atuou no Senado Estadual, entre 1892 e 1924,
ocupando depois o cargo de ministro e presidente do Tribunal de
Contas do Estado. Em 1928, faleceu em São Paulo.
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AMÉRICO BRAZILIENSE DE ALMEIDA MELLO (1833-1896)
TERCEIRO GOVERNADOR E PRIMEIRO PRESIDENTE
Período de governo: 03/1891
- 12/1891.
Nasceu na capital paulista no
ano de 1833. Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco
na turma de 1855. Antes de exercer o cargo de governador do Estado
já havia ocupado cargos públicos em diversas regiões do país. Foi
presidente das províncias da Paraíba e do Rio de Janeiro (1868).
Já em São Paulo, foi vereador (1881/1882) e deputado provincial
(entre 1868 e 1889). Nomeado terceiro governador, exerceu o cargo
de 07/03 a 11/06/1891. Continuou no poder como primeiro presidente
do Estado, em decorrência da Constituição de 1891, que estabeleceu
o título de Presidente para o chefe do Executivo. Presidiu o Estado
de 11 a 13/06 e de 16/06 a 15/12/1891. Foi substituído, nas datas
intermediárias, por Cerqueira César. Enfrentou um período de grandes
conturbações em São Paulo. Coube a Américo Braziliense promulgar
a primeira Constituição do Estado. Abandonou o cargo antes de completar
o mandato. Elaborou o primeiro projeto da Constituição federal de
1891. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal,
no ano de 1896, quando ocupava o cargo de Ministro do Supremo Tribunal
Federal.
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JOSÉ ALVES DE CERQUEIRA CEZAR (1835-1911)
TERCEIRO GOV. (VICE) - PRIMEIRO PRESIDENTE (VICE)
Período de governo: 12/1889
- 08/1892
Nasceu em Guarulhos-SP no ano
de 1835. Como grande parte dos governadores de São Paulo formou-se
em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco, na turma de 1860,
passando a atuar como promotor público na cidade de Itapetininga.
Foi secretário e presidente do Partido Republicano Paulista-PRP
e, em 1889, Inspetor do Tesouro do Estado. Eleito primeiro Vice-Presidente
de São Paulo (1891-1892), substituiu Américo Braziliense em períodos
de licenciamento e após o titular abandonar o cargo, sob pressão
dos políticos contrários a Deodoro da Fonseca, quando este renunciou.
Completou o mandato em 23/08/1892. Após restabelecer a ordem, Cerqueira
Cezar teve de enfrentar epidemias de febre amarela em vários pontos
do Estado, o que o levou a promover o saneamento de Santos e também
da Capital, em apoio à obra da municipalidade, cujos investimentos
eram insuficientes. Foi eleito senador da República mas, antes de
assumir o cargo, renunciou. Faleceu na cidade de São Paulo em 1911.
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BERNARDINO JOSÉ DE CAMPOS JÚNIOR (1841-1915)
SEGUNDO E SEXTO PRESIDENTE
Período de governo: 08/1892
– 04/1896; 07/1902 – 05/1904
Mineiro, nasceu na cidade de
Pouso Alegre no ano de 1841. Formou-se em Direito em 1863, pela
Faculdade do Largo de São Francisco. Foi jornalista e lutou pelo
abolicionismo. Fundador do Partido Republicano Paulista – PRP, foi
deputado provincial (1888/1889), chefe de polícia (1889/1890), deputado
constituinte e deputado federal (1891/1892), presidindo a Câmara
dos Deputados. Em 1892 iniciou seu primeiro mandato enfrentando
a revolução dos federalistas, enviando socorros para a cidade paranaense
da Lapa, que se encontrava sitiada, e destacando forças para vários
pontos do litoral. Entre o primeiro e o segundo governo de São Paulo
foi Ministro da Fazenda (1896/1898) e Senador da República. No segundo
mandato, iniciado em 1902, desenvolveu um novo plano de saneamento
do porto de Santos, pois novamente ocorria um surto de febre amarela.
Inaugurou o Museu do Ipiranga e melhorou o abastecimento de água
na Capital. Prosseguiu sua carreira política como senador estadual
entre 1903 e 1915. Apoiou a campanha civilista pró Rui Barbosa para
as eleições à Presidência da República. Recebeu o título de General
Honorário do Exército Brasileiro. Faleceu em São Paulo no ano de
1915. Alguns anos depois seu filho, Carlos de Campos, também chefiou
o executivo paulista.
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MANUEL FERRAZ DE CAMPOS SALLES (1841-1913)
TERCEIRO GOVERNADOR
Período de governo: 05/1896
– 10/1897
Paulista, nasceu em Campinas
em 1841. Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco
na turma de 1863. Republicano histórico, subscreveu o Manifesto
Republicano em 1870, sendo também um dos realizadores da Convenção
de Itu (1873). Como deputado provincial teve três mandatos: 1868/1869;
1882/1883 e 1888/1889. Em 1885 foi deputado geral.No Governo Provisório
da República, em 1889 foi Ministro da Justiça.Antes do seu primeiro
mandato foi Senador da República, entre 1890 e 1896. Seu mandato
transcorreu de 01.05.1896 a 31.10.1897, quando se afastou para candidatar-se
à Presidente da República. Combateu novas epidemias de cólera e
febre amarela no Estado. Em sua gestão começou a operar em São Paulo
o grupo canadense Light and Power, explorando inclusive os bondes
elétricos em substituição aos puxados por burros. Reestruturou a
Força Pública, zelou pelo ensino. Como Presidente da República (1898/1902)
saneou as finanças, consolidando todas as dívidas numa só, num acordo
realizado em Londres. Depois disso, voltou a ocupar o cargo de Senador
da República entre 1909 e 1913. Foi, ainda, embaixador na Argentina
entre 1911 e 1912. Faleceu no Guarujá, litoral de São Paulo, em
junho de 1913.
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FERNANDO PRESTES DE ALBUQUERQUE (1855-1937)
QUARTO PRESIDENTE
Período de governo: 11/1898
- 05/1900
Nasceu em Itapetininga, interior
de São Paulo. Proprietário rural, atuou como advogado provisionado.
Como membro da direção do Partido Republicano Paulista – PRP, foi
deputado estadual nas legislaturas de 1892/1895 e 1895/1897. Como
deputado federal exerceu mandatos em 1897/1898, 1901/1902 e 1903/1905.
Em seu primeiro mandato como deputado estadual foi obrigado a afastar-se
do cargo (10.11.1898) para assumir a presidência do Estado no lugar
de Campos Salles, então eleito Presidente da República em 1919,
como vice, substituiu Albuquerque Lins em 1910, que se lançou como
vice-presidente na chapa de Rui Barbosa à Presidência da República.
Criou o Instituto Butantã, por sugestão do sanitarista Emílio Ribas.
Fundou o Instituto Juqueri, que teve a direção de Franco da Rocha.
Combateu surtos de febre amarela em Sorocaba e em Santos e, na capital,
teve de enfrentar a peste bubônica. Depois de deixar a chefia do
executivo paulista voltou para o senado estadual entre 1906 e 1908,
1913 e 1916 e novamente entre 1916 e 1922. Por várias vezes foi
vice-presidente do Estado: 1908/1912, 1922/1924 e 1924,1927. Faleceu
na cidade de São Paulo em 1937.
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FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES (1848-1919)
QUINTO E NONO PRESIDENTE
Períodos de governo: 05/1900
- 02/1902; 05/1912 - 05/1916
Natural da cidade de Guaratinguetá,
formou-se em Direito na turma de 1870 da Faculdade do Largo de São
Francisco. Começou sua carreira pública como vereador em sua própria
cidade natal, de 1866 a 1870. Nesse ano de 1870 tornou-se promotor
público. Foi deputado provincial de 1872 a 1879. Ainda no Império,
ocupou o cargo de Presidente da Província de São Paulo, de 1887
a 1888. Com a República, foi deputado constituinte e deputado federal
(1891/1893). Por duas vezes ocupou o cargo de Ministro da Fazenda,
1891/1892 e 1894/1896. Seu primeiro mandato como presidente de São
Paulo, (01.05.1900 a 13.02.1902) foi completado pelo seu vice, Domingos
Correia de Morais, pois se candidatou à Presidência da República,
elegendo-se e governando o Brasil de 1902 a 1906. Em seu segundo
mandato, como nono presidente do Estado, destacou-se como grande
urbanista e saneador das finanças públicas do Estado, experiência
que aplicou na reurbanização da capital da República. Faleceu no
Rio de Janeiro, em 1919, não podendo assumir novamente a presidência
da República.
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MANOEL JOAQUIM DE ALBUQUERQUE LINS (1852-1926)
OITAVO PRESIDENTE
Período de governo: 05/1908
- 05/1912
Alagoano, de São Miguel dos
Campos, formou-se em Direito pela Faculdade do Recife, na turma
de 1877. Nos últimos anos do Império foi deputado provincial (1888/1889)
e, em 1889, presidente da Província do Rio Grande do Norte.Já em
São Paulo, foi vereador da Câmara Municipal (1899-1901), presidindo-a
nesse período. Torna-se senador do Estado em 1901, permanecendo
no cargo até 1904. Depois de ocupar a Secretaria da Fazenda e do
Tesouro do Estado (1904/1907) exerceu mandato como presidente do
Estado durante o período de 1908 a 1912. Graças aos preços favoráveis
do café no mercado internacional conseguiu despontar como um dos
maiores presidentes do Estado, construindo edifícios, expandindo
o sistema de armazenamento da rede escolar, criando o ensino técnico
agrícola e a Diretoria Geral de Instrução Pública, em substituição
à Inspetoria do Ensino. Deu continuidade à construção do Instituto
Butantã, iniciou a do Hospital de Isolamento de Santos e deixou
o estado com grande superávit financeiro. Depois disso, ainda foi
senador estadual por três mandatos: 1913/1916, 1916/1922 e 1922/1926.
Faleceu na cidade de São Paulo em 1926.
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ALTINO ARANTES MARQUES (1876-1965)
DÉCIMO PRESIDENTE
Período de governo: 05/1916
- 05/1920
Natural da cidade de Batatais,
interior de São Paulo, foi mais um entre tantos governadores de
São Paulo a formar-se em Direito pela Faculdade do Largo de São
Francisco, em 1895. Foi membro da direção do Partido Republicano
Paulista – PRP e também seu presidente. Antes de chegar à presidência
do Estado de São Paulo foi deputado federal por dois mandatos: 1906/1908
e 1909/1911, tendo sido também Secretário de Estado do Interior
(1911/1915). Em 1916 inicia seu mandato como presidente do Estado.
Em seu governo foi promovida a segunda valorização dos preços do
café (a primeira foi em 1906, por força do Convênio de Taubaté).
Com a geada de 1918, esse produto, com grandes excedentes no Porto
de Santos, duplicou de preço, permitindo, a Altino Arantes, um governo
cheio de realizações. Com a queda da produção foi possível colocar
os excedentes no mercado internacional, permitindo ao governo, com
o desafogo, retirar das mãos de um grupo norte-americano, o controle
da Sorocabana. Entre 1921 e 1930 foi novamente deputado federal.
Em 1946 foi deputado constituinte e, mais uma vez, deputado federal.
Foi o primeiro presidente do Banco do Estado de São Paulo, tornou-se
membro e presidente da Academia Paulista de Letras – ABL e membro
do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Faleceu na cidade
de São Paulo em 1965.
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WASHINGTON LUÍS PEREIRA DE SOUSA (1869-1957)
DÉCIMO-PRIMEIRO PRESIDENTE
Período de governo: 05/1920
- 05/1924
Fluminense, da cidade de Macaé,
formou-se em Direito, em 1891, pela Faculdade do Largo de São Francisco.
Iniciou sua vida pública na cidade de Batatais, interior de São
Paulo, como vereador e presidente da Câmara (1897/1898). Acabou
se tornando intendente (prefeito) de Batatais, nos anos de 1898
e 1899. Sua carreira dirigiu-se, em seguida, para a assembléia estadual,
sendo deputado entre 1904 e 1914. Durante o governo de Rodrigues
Alves foi líder da Maioria, na Câmara estadual. De 1914 a 1919,
durante a Primeira Guerra Mundial, foi prefeito do município de
São Paulo. Só então se tornou presidente de São Paulo, no ano de
1920. Foi senador da República (1925/1926) e, em seguida, Presidente
da República, destituído pela Revolução de 30, quase ao final do
mandato (1926/1930). Foi o consolidador da Estrada de Ferro Sorocabana,
tendo também eletrificado a Estrada de Ferro de Campos do Jordão.
Construiu 1.326 quilômetros de estradas de rodagem. Seu lema era
“Governar é abrir estradas”. Cuidou ainda da navegação fluvial e
enfrentou a pressão dos produtores quando sobreveio nova queda nos
preços internacionais do café. Faleceu na cidade de São Paulo no
ano de 1957.
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CARLOS DE CAMPOS (1866-1927)
DÉCIMO-SEGUNDO PRESIDENTE
Período de governo: 05/1924
- 04/1927
Paulista de Campinas, filho
de Bernardino de Campos, que também fora presidente do Estado. Formou-se
em direito, no ano de 1887, pela Faculdade do Largo de São Francisco.
Era compositor e estudioso da música. Foi fundador e membro da Academia
Paulista de Letras, sendo titular da cadeira nº 16. Sua carreira
política teve início como membro do Conselho de Intendência Municipal
de Amparo, em 1890. Pouco depois já começou a atuar como deputado
estadual, de 1895 até 1915, sendo presidente da Assembléia entre
1907 e 1915. Em 1896 já havia ocupado o cargo de Secretário de Estado
da Justiça. Entre 1915 e 1918 foi senador estadual. Passando a atuar
na área federal foi deputado federal (1918/1923) e se tornou líder
da maioria no governo do Presidente Epitácio Pessoa. Iniciou seu
mandato como presidente do Estado de São Paulo no dia 01.05.1924.
Em seu governo estadual, no dia 05.07.1924, eclodiu a Revolução
dos Tenentes, obrigando-o a se refugiar em Guaiaúna, onde estavam
concentradas as forças legalistas. Nessa administração foi criada
a Guarda Civil, e a Força Pública passou a contar com uma esquadrilha
de aeroplanos. Faleceu em São Paulo, antes de cumprir seu mandato,
em 27.04.1927. O prazo restante foi cumprido pelo Presidente do
Senado Estadual, Antônio Dino da Costa Bueno, como 13º Presidente.
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JÚLIO PRESTES DE ALBUQUERQUE (1882-1946)
DÉCIMO-QUARTO PRESIDENTE
Período de governo: 07/1927
- 05/1930
Nasceu em Itapetininga, São
Paulo. Com a turma de 1906, formou-se pela Faculdade de Direito
do Largo de São Francisco. Foi deputado estadual, sem interrupção
de mandato, de 1909 até 1924. Durante o governo de Washington Luis
foi líder da maioria na Câmara Estadual (Assembléia Legislativa).
Passando a atuar na área federal, foi deputado federal de 1924 a
1927. Nesse ano foi eleito para assumir a presidência do estado.
Construiu a linha Mairinque-Santos, da Estrada de Ferro Sorocabana,
e criou a Secretaria de Viação e Obras Públicas. Reorganizou o Instituto
de Defesa Agrícola e Animal e realizou obras de aproveitamento da
Represa de Santo Amaro para abastecimento de água da Capital. Promoveu
a reforma judiciária do Estado.Afastouse do cargo para candidatar-se
à Presidência da República. Foi eleito, mas a Revolução de 1930
impediu sua posse. Faleceu na cidade de São Paulo no ano de 1946.
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PEDRO MANUEL DE TOLEDO (1860-1935)
QUARTO INTERVENTOR
Período de governo: 03/1932
- 10/1932
Paulistano de nascimento, formou-se
em Direito pela Faculdade de Recife – PE, no ano de 1884.Voltando
para São Paulo, foi procurador fiscal da Tesouraria Provincial de
São Paulo em 1885 e, em seguida, delegado e chefe de polícia interino
de São Paulo (1889). Foi também comandante interino da Guarda Nacional,
no ano de 1893. Passa então a atuar no poder legislativo, como Deputado
Estadual entre 1895 e 1910. Nesse período foi fundador e membro
da Academia Paulista de Letras, sendo titular da cadeira nº 39.
Sua vida pública passa para a área federal, quando ocupa os ministérios
da Agricultura (1910/1913) e da Viação e Obras Públicas (1912).
Passa então a ocupar a função de embaixador do Brasil, na Itália
(1914/1917) e na Argentina (1919/1926). Volta para o Brasil e, em
1932, é nomeado Interventor Federal.Tomou parte ativa no movimento
constitucionalista de 1932, sendo Comandante Civil da Revolução
Constitucionalista. Organizou um secretariado desvinculado do Governo
Federal. Após o episódio de 23/05/1932, quando foram mortos os estudantes
Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo, cujas iniciais deram origem
ao movimento MMDC, foi aclamado Governador Civil da Revolução de
1932. É então aclamado governador pelo povo.Após três meses de luta,
São Paulo foi derrotado e Pedro de Toledo deposto, preso e exilado,
só retornando ao Brasil em 1934.
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ARMANDO DE SALLES OLIVEIRA (1887-1945)
SÉTIMO INTERVENTOR E PRIMEIRO GOVERNADOR CIVIL
DO 1º PERÍODO CONSTITUCIONAL
Período de governo: 08/1933
- 12/1936
Natural de São Paulo,
cursou engenharia civil na Escola Politécnica de São Paulo e se
tornou empresário, atuando no ramo das usinas hidrelétricas, no
interior do Estado. Foi diretor da Companhia Mogiana de Estrada
de Ferro. Em decorrência dessas atividades e de seu envolvimento
com a modernização do país, foi fundador e presidente do Instituto
de Organização Racional do Trabalho – IDORT, em 1931. Atuou como
revolucionário do movimento de 1932 em São Paulo. No mesmo ano foi
diretor do jornal O Estado de São Paulo. Entre 1933 e 1935 foi Interventor
Federal. Seu nome está associado à criação de uma das maiores universidades
do país, a Universidade de São Paulo - USP, criada por ele em 1934.
Foi nomeado 7º Interventor de São Paulo no dia 17.08.1933, tornando-se,
no dia 11.04.1935, o 1º Governador do período Constitucional, cargo
do qual se afastou dia 29.12.1936 para concorrer à Presidência da
República, acreditando que Getúlio Vargas não impediria a realização
das eleições. Com o golpe de Estado de 1937 foi preso e acabou exilado
do País, só retornando em 1945, pobre e doente. Nesse mesmo ano
foi fundador e membro da União Democrática Nacional – UDN, falecendo
em São Paulo meses depois.
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JOSÉ JOAQUIM CARDOSO DE MELLO NETO (1883-1965)
TERCEIRO GOVERNADOR E NONO INTERVENTOR
Período de governo: 01/1937
- 04/1938
Natural de São Paulo, formou-se
em direito em 1905, pela Faculdade do Largo de São Francisco. Foi
presidente da Sociedade Elétrica de Rio Claro entre 1910 e 1934.
Na própria faculdade onde estudou foi professor durante trinta e
três anos (1920/1953). Fundou o diretório estadual do Partido Democrático
– PD. Em 1930 foi prefeito da cidade de São Paulo.Revolucionário
de 1932, foi deputado constituinte (1933/1934), deputado federal
(1935/1937). Eleito 3º Governador pela Assembléia Legislativa, no
dia 30.12.1936, com a implantação do Estado Novo por Getúlio Vargas,
foi mantido como 9º Interventor de São Paulo. Exerceu o cargo até
27.04.1938. Enfrentou, em toda a sua gestão, forte oposição por
parte do Partido Republicano Paulista - PRP,uma vez que pertencia
ao PD (Partido Democrático). Pouco antes de deixar o governo, em
março de 1938, assinou ato criando o Departamento Central de Estatística
do Estado de São Paulo.Foi deputado federal de 1946 a 1951. Entre
a política e a vida empresarial, foi fundador e presidente do Banco
Mercantil de São Paulo e presidente da Tecelagem Pirassununga. Faleceu
em São Paulo em 1965.
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ADHEMAR PEREIRA DE BARROS (1901-1969)
DÉCIMO INTERVENTOR, QUARTO E OITAVO GOVERNADOR
Períodos de governo: 04/1938
- 06/1941; 03/1947 - 01/1951; 01/1963 - 06/1966
Nasceu na cidade de Piracicaba,
interior de São Paulo. Formou-se em medicina, em 1923, pela Faculdade
Nacional do Rio de Janeiro. Entre 1923 e 1926 fez cursos de especialização
e de aperfeiçoamento na Alemanha (Universidade de Berlim), em hospitais
na França, Inglaterra, Áustria e Estados Unidos.Voltando ao Brasil,
trabalhou no Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, sendo em
seguida voluntário, como tenente-médico, na Revolução Constitucionalista
de 1932, já em São Paulo.Também foi voluntário, como médico, na
Guerra do Chaco, entre Paraguai e Bolívia (1932/1933).Novamente
no Brasil foi constituinte em 1935 e deputado estadual, entre 1935
e 1937. Depois de seu mandato como interventor federal (1938/1941),
fundou o Partido Social Progressista – PSP, sendo seu presidente
de 1945 a 1965. Quando foi interventor federal iniciou a eletrificação
da Sorocabana, as Rodovias Anchieta e Anhanguera, o Hospital das
Clínicas, o Estádio do Pacaembu (junto com o Prefeito nomeado Prestes
Maia) e a retificação do rio Tietê. Eleito Governador em 1947, concluiu
o Hospital das Clínicas e realizou uma série de outras obras. Foi
Prefeito da Capital de 1957 a 1961. Em 1962 foi novamente eleito
governador, sendo, em 1966, deposto pelos militares da Revolução
de 1964. Na última gestão iniciou a Rodovia do Oeste, atual Castelo
Branco. Faleceu em Paris no ano de 1969.
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LUCAS NOGUEIRA GARCEZ (1913-1982)
QUINTO GOVERNADOR
Período de governo: 01/1951
- 01/1955
Paulistano, formou-se em engenharia
civil pela Escola Politécnica de São Paulo na turma de 1936, onde
foi também professor.Sua vida profissional ganha destaque quando
assume a superintendência da construção da hidrelétrica de Avanhandava
(1940) e da Fábrica Nacional de Motores (1943). Em 1946 obtém o
título de doutor em Ciências Físicas e Matemáticas pela Escola Politécnica.
Prossegue a carreira atuando na área de saúde pública. Em 1949 ocupa
o cargo de Secretário de Estado de Viação e Obras Públicas, base
para a sua eleição como governador do Estado. Em seu mandato criou
o Departamento de Águas e Esgotos, a USELPA (Usinas Hidrelétricas
do Paranapanema), o Conselho Estadual de Higiene e Segurança do
Trabalho, o Departamento de Assistência Médico-Hospitalar ao Servidor
Público Estadual e o Fundo de Amparo ao Menor. Prosseguiram as obras
das hidrelétricas de Salto Grande, Limoeiro, Euclides da Cunha e
Barra Bonita, os aeroportos de Congonhas e Viracopos e a realização
das últimas obras da Via Anchieta. Depois de seu governo deu continuidade
ao seu trabalho na universidade e em institutos de pesquisa. Em
1970 foi presidente da Aliança Renovadora Nacional – ARENA. Foi
também diretor das Centrais Elétricas de São Paulo – CESP (1966/1975)
e presidente da Eletropaulo (1979/1982). Faleceu em São Paulo no
ano de 1982.
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JÂNIO DA SILVA QUADROS (1917-1992)
SEXTO GOVERNADOR
Período de governo: 01/1955
- 01/1959
Mato-grossense, nascido
em Campo Grande, formou-se em direito no ano de 1939, pela Faculdade
do Largo de São Francisco. Durante vários anos foi professor dos
colégios Dante Alighieri e Vera Cruz. Elege-se então vereador para
a Câmara Municipal de São Paulo (1948/1951) e deputado estadual
em 1951. Faz-se líder do Partido Democrata Cristão – PDC. Em 1953
elege-se prefeito de São Paulo e governador em 1954. Como Governador,
preocupou-se com o abastecimento de água e com o setor energético.
Construiu a Estação de Tratamento de Vila Leopoldina. Pavimentou
1.775 quilômetros de estradas. Elegeu-se deputado federal, pelo
Paraná, em 1958. Em 1961 alcançou a Presidência da República, mas
renunciou no dia 25.08.1961, após sete meses de mandato. Foi substituído
pelo vice-presidente João Belchior Marques Goulart. Disputou, ainda,
por duas vezes, o Governo do Estado, sendo derrotado. Em 1985 foi
eleito, novamente, Prefeito de São Paulo. Faleceu em São Paulo em
1992.
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CARLOS ALBERTO ALVES DE CARVALHO PINTO (1910-1987)
SÉTIMO GOVERNADOR
Período de governo: 01/1959
- 01/1963
Paulistano. Em 1931 formou-se
em direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, tornando-se
professor de Ciências das Finanças na Faculdade Paulista de Direito
e advogado da prefeitura de São Paulo. Entre 1938 e 1945 foi assessor
jurídico dos prefeitos Prestes Maia e Abraão Ribeiro. Nesse mesmo
período foi professor da Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo, lecionando também Ciência das Finanças. Em 1953 ocupou o
cargo de Secretário das Finanças do município de São Paulo. Entre
1955 e 1958 foi Secretário de Estado da Fazenda. Sua carreira pública
em São Paulo culminou com sua eleição para o governo do Estado.
Seu governo, que decorreu de 1959 a 1963, orientou-se pelas diretrizes
delineadas no seu PAGE (Plano de Ação do Governo do Estado). Foi
o primeiro governador a estabelecer um planejamento orçamentário
dos vários setores da administração pública. Iniciou a construção
da Usina Hidrelétrica de Urubupungá, projetou as Usinas de Promissão,
Paraitinga-Paraibuna e Capivari, além de realizar obras nas usinas
de Limoeiro, Euclides da Cunha, Barra Bonita, Jurumirim, Bariri,
Graminha e Xavantes. Criou a Universidade de Campinas. No governo
federal ocupou o cargo de Ministro da Fazenda, em 1963. Foi senador
da República, cumprindo mandato de 1967 a 1975. Faleceu em São Paulo
em 1987.
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LAUDO NATEL (1920)
NONO E DÉCIMO-PRIMEIRO GOVERNADOR
Períodos de governo: 06/1966
- 03/1967; 03/1971 - 03/1975
Nascido em São Manuel, interior
de São Paulo, formou-se em economia e administração de empresas.
Durante 25 anos foi diretor do Banco BRADESCO. Nessa mesma área
de atuação foi diretor da Associação Comercial de São Paulo, diretor
do Sindicato dos Bancos de São Paulo e presidente da Comissão Bancária
do Conselho Monetário Nacional. Entre 1952 e 1970 foi tesoureiro
e, depois, presidente do São Paulo Futebol Clube. Foi eleito vice-governador
em 1962. Com a destituição de Adhemar de Barros, em 1966, exerceu
o resto do mandato, unificando as 11 usinas hidrelétricas de São
Paulo, que deram origem à CESP (Companhia Energética de São Paulo).
Eleito indiretamente como governador, exerceu mandato de 1971 a
1975. Nesse período de governo deu ênfase ao desenvolvimento do
Interior com o PROINDE (Plano Rodoviário de Interiorização do Desenvolvimento).
Prosseguiu a pista ascendente da Rodovia Imigrantes, criou a SABESP
e a CETESB e elaborou plano para desenvolvimento do Vale do Ribeira.
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ROBERTO COSTA DE ABREU SODRÉ (1918-1999)
DÉCIMO GOVERNADOR
Período de governo: 03/1967
- 03/1971
Paulistano, formou-se em direito
pela Faculdade do Largo de São Francisco na turma de 1942. Em 1945
foi um dos fundadores da União Democrática Nacional – UDN, tornando-se
membro da sua Comissão Executiva Nacional e secretário geral da
Executiva Estadual. No âmbito do poder legislativo iniciou sua atuação
como deputado estadual, exercendo mandatos sucessivos entre 1951
e 1963. Em 1966 foi um dos fundadores da Aliança Renovadora Nacional
– ARENA, quando se instalou o bipartidarismo no Brasil, logo no
início da ditadura militar. Foi o primeiro governador a ser eleito
indiretamente, para o período de 1967 a 1970. Deu continuidade ao
plano energético do Estado, implantando o “linhão” de Urubupungá
em direção a São Paulo. A Rodovia do Oeste, cujo nome foi mudado
para Castelo Branco, teve o primeiro trecho inaugurado em seu governo.
Nesse período foram também unificadas a Força Pública com a Guarda
Civil, criando a Polícia Militar. E, no setor rodoviário, iniciou
a abertura da Rodovia dos Imigrantes, como alternativa à Via Anchieta.Em
1979 fundou o Partido Democrático Social – PDS. Foi presidente da
Eletropaulo (1982) e Ministro das Relações Exteriores (1986/1990),
durante o governo do Presidente José Sarney. Faleceu em 1999, em
São Paulo.
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PAULO EGYDIO MARTINS (1928)
DÉCIMO-SEGUNDO GOVERNADOR
Período de governo: 03/1975
- 03/1979
Nascido na Capital do Estado,
formou-se pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do
Brasil, no Rio de Janeiro, em 1951. Foi superintendente do Departamento
de Engenharia e, depois, gerente geral da Byington & Companhia.
Iniciou sua carreira pública na esfera federal, quando ocupou o
Ministério da Indústria e do Comércio em 1966-1967. Eleito indiretamente
governador do Estado de São Paulo, exerceu o cargo de 15.03.1975
a 15.03.1979. Enfrentou, logo no início de sua gestão, as epidemias
de meningite meningocócica e de encefalite, a primeira, na região
metropolitana da Grande São Paulo e a segunda, no Litoral Sul, vencendo-as
com sucesso. Concluiu a pista ascendente da Rodovia dos Imigrantes,
realizou o maior plano de saneamento básico do País ao elevar de
40% para 92% as áreas metropolitanas dotadas de água e esgotos,
criou a UNESP e construiu a Rodovia dos Bandeirantes. Construiu,
no conjunto do Hospital das Clínicas da USP o prédio dos Ambulatórios,
o Instituto do Coração e o Instituto da Criança, bem como 67 laboratórios
de pesquisa. Construiu o Hospital Universitário do Butantã e o Hospital
das Clínicas de Ribeirão Preto.
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PAULO SALIM MALUF (1931)
DÉCIMO-TERCEIRO GOVERNADOR
Período de governo: 03/1979
- 05/1982
Nasceu na capital do Estado
e formou-se em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade
de São Paulo, no ano de 1954. Até 1969 atuou na área privada, ocupando
funções como: vice-presidente da Serraria Americana Salim Maluf
S.A., diretor-superintendente da Loma S.A. Agricultura, Administração
e Comércio, diretor-superintendente da Eucatex S.A.. Entre 1967
e 1969 foi presidente da Caixa Econômica Federal de São Paulo. Foi
Prefeito nomeado da cidade de São Paulo de 1969 a 1971. Neste ano
passou a ocupar o cargo de Secretário de Estado dos Transportes,
exercendo-o até 1975. Eleito indiretamente Governador do Estado,
exerceu o mandato de 15.03.1979 a 15.05.1982. Nesse governo, levou
o Metrô da Praça da Sé ao Tatuapé e à Estação República, construiu
55 quilômetros da Rodovia dos Trabalhadores, deu continuidade às
obras do SANEGRAN, para tratamento dos esgotos. Em 1982, desincompatibilizou-se
do cargo para candidatar-se a Deputado Federal, sendo eleito com
mais de 600 mil votos. Seu mandato estendeu-se de 1983 a 1987. Foi
eleito prefeito da Capital, exercendo o mandato de 1993 a 1996.
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JOSÉ MARIA MARIN (1932)
DÉCIMO-QUARTO GOVERNADOR
Período de governo: 05/1982
- 03/1983
Nascido na capital formou-se
em direito na Universidade de São Paulo em 1955, onde também obteve
o título de doutor. Iniciou sua vida pública já no ano de 1964,
como vereador à Câmara Municipal de São Paulo, da qual foi presidente,
em 1969, e líder do Prefeito, no ano seguinte. Deputado Estadual
de 1971 a 1975 e de 1975 a 1979, tendo presidido várias comissões
da Assembléia Legislativa do Estado. Em 1979 elegeu-se indiretamente
como vice-governador, na chapa de Paulo Salim Maluf. Com a desincompatibilização
de Maluf, governou durante 10 meses. Não teve tempo para planejar
nenhuma obra de vulto, mas coube-lhe inaugurar a primeira etapa
de operações da Usina Hidrelétrica de Nova Avanhandava, projetada
no governo de Paulo Egydio Martins e iniciada no Governo Paulo Maluf.
Presidiu o diretório do Partido Social Cristão – PSC, de São Paulo.
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ANDRÉ FRANCO MONTORO (1916–1999)
DÉCIMO-QUINTO GOVERNADOR
Período de governo: 03/1983
- 03/1987
Paulistano, formou-se em Direito,
pela USP, e em Filosofia e Pedagogia, pela Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras São Bento, no mesmo ano de 1938. Quando eleito
governador, já havia percorrido longa carreira política como vereador,
deputado estadual e, entre 1959-1971, três vezes deputado federal.
No governo parlamentarista de Tancredo Neves ocupou o Ministério
do Trabalho e da Previdência Social (1961/1962). Foi também senador
da República, entre 1971 e 1983. Governou São Paulo de 15.03.1983
a 15.03.1987. Descentralizou a Administração do Estado em 42 Regiões
de Governo. Na área da educação,municipalizou a merenda e as construções
escolares, além de implantar o Ciclo Básico no 1º Grau. Construiu
4 mil quilômetros de estradas vicinais, redes de água e esgoto,
expandiu a linha Leste-Oeste do Metrô e reequipou as Polícias Civil
e Militar. Foi uma das principais lideranças da luta pela redemocratização
do país e da campanha pelas eleições diretas para Presidente da
República. Fundador e presidente do PSDB, em 1988.Voltou a atuar
como deputado federal, entre 1995 e 1999, ano em que faleceu.
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ORESTES QUÉRCIA (1938)
DÉCIMO-SEXTO GOVERNADOR
Período de governo: 03/1987
- 03/1991
Natural de Pedregulho-SP, mudou-se,
ainda na juventude, para Campinas. Jornalista, é também advogado
formado pela Pontifícia Universidade Católica dessa cidade (1962),
onde iniciou a carreira política como vereador (1963). Já filiado
ao MDB, foi deputado estadual (1967) e prefeito (1969). Em 1974,
elegeu-se senador da República. Foi um dos fundadores do PMDB, presidindo-o
entre 1991 e 1993. Em seu mandato como governador, criou a Secretaria
do Menor, como iniciativa de cumprimento do Estatuto da Criança
e do Adolescente. Realizou investimentos na duplicação de importantes
rodovias e na reforma de estradas vicinais. Construiu o Memorial
da América Latina. Como defensor do municipalismo, desenvolveu ações
de fortalecimento do interior, como a regionalização da produção.
É presidente regional do PMDB de São Paulo (2001-2003) e empresário,
atuando no ramo imobiliário e das comunicações.
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LUIZ ANTÔNIO FLEURY FILHO (1949)
DÉCIMO-SÉTIMO GOVERNADOR
Período de governo: 03/1991
- 01/1995
Natural de São José do Rio Preto-SP,
foi aluno da Academia de Polícia Militar de São Paulo. Formou-se
em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas, em 1972, passando
a atuar como professor e promotor público, já em 1973. Exerceu atividades
no Ministério Público até 1987, chegando a ser presidente da sua
Confederação Nacional, por três mandatos sucessivos. Nesse ano,
passou a ocupar o cargo de Secretário de Segurança Pública do governo
Orestes Quércia, criando grupos especiais de ação na Polícia Militar.
Em 1990, ainda sob a legenda do PMDB, foi eleito governador. Em
sua gestão, deu continuidade a obras públicas do governo anterior,
destacando-se a Hidrovia Tietê-Paraná, que viabilizou a navegação
até o sul de Goiás, a partir do sistema de eclusas da Hidrelétrica
Nova Avanhandava e do canal de Pereira Barreto. Construiu o complexo
de aproveitamento múltiplo Mogi Guaçu e deu prosseguimento ao complexo
de Canoas. Em 1999, iniciou mandato como deputado federal e tornou-se
secretário-geral do Diretório Nacional do PTB.
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MARIO COVAS JÚNIOR (1930-2001)
DÉCIMO-OITAVO E DÉCIMO-NONO GOVERNADOR
Períodos de governo: 01/1995
- 01/1999; 01/1999 - 03/2001
Natural de Santos, químico industrial,
engenheiro civil, pela Escola Politécnica da USP, iniciou a vida
pública em 1961, como candidato a prefeito de sua cidade. Deputado
Federal em 1962 e em 1966, foi cassado pelo regime militar (1969).
Recuperando os direitos políticos em 1979, foi eleito Deputado Federal
em 1982, pelo PMDB. Prefeito da capital (1983-1985), elegeu-se senador
da República (1986-1994) com a maior votação até então registrada.
Fundador do PSDB, foi eleito governador, em 1994, e reeleito em
1998. Saneou as finanças públicas, dando importante contribuição
à estabilidade monetária do país. Realizou um bem sucedido programa
de desestatização. Iniciou o Rodoanel. Retomou e concluiu obras
de hospitais, estradas, usinas hidrelétricas que estavam paralisadas
há muitos anos. Informatizou a administração. Implantou os Poupatempos
e o acesso a serviços públicos, via internet. Fortaleceu políticas
sociais com a construção de mais de 130 mil casas populares, a distribuição
gratuita de medicamentos, o assentamento de mais de 4 mil famílias
de trabalhadores rurais.Ampliou o sistema de transportes, inclusive
o de metrô. Reformou a Pinacoteca, construiu a Sala São Paulo, reestruturou
a Orquestra Sinfônica do Estado. Fez do saneamento básico e da educação
marcas do seu governo. Faleceu em março de 2001, antes de completar
seu segundo mandato, sendo sucedido por Geraldo Alckmin.
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GERALDO JOSÉ RODRIGUES ALCKMIN FILHO (1952)
VIGÉSIMO GOVERNADOR
Período de governo: 03/2001
– 12/2002; 01/2003 - 12/2006
Natural de Pindamonhangaba,
interior de São Paulo, formou-se em medicina em 1977 pela Faculdade
de Taubaté, especializando-se em anestesiologia pelo Hospital do
Servidor Público do Estado de São Paulo. Foi professor de fisiologia
e de enfermagem neuropsiquiátrica em Lorena. Iniciou sua vida política
elegendo-se vereador (1973-1977) e prefeito municipal (1977-1982)
em sua cidade natal. Foi deputado estadual (1983-1987) e deputado
federal por dois mandatos, de 1987 a 1994. Em 1988, foi um dos fundadores
do PSDB. Como vice-governador do Estado de São Paulo, fez parte
dos dois governos de Mário Covas (1994 a 2001), presidindo o Programa
Estadual de Desestatização-PED, em 1996. Com a morte do Governador
Mario Covas em março de 2001, assumiu o governo de São Paulo por
vinte e dois meses, dando prosseguimento ao programa do governo
Covas, voltado para os grandes projetos de investimento no Estado.
Foi eleito governador, sob a legenda do PSDB, em outubro de 2002.
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